03/12/2007 22:42





Ode á infidelidade


Eu queria só ao meu amor ser atento,
Todos os minutos, todas as horas, todos os dias.
Mas como resistir aos encantos das outras?
Se só a ti, meu amor, fidelidade jurasse,
De uma parte de mim abdicaria.

Tenho eu culpa, meu amor, se a mim!,
Outras preferem, outras chamam e convidam?
E se as palavras que me dizem são tão doces e tão ternas,
Que meus ouvidos encantam, e minha pele arrepiam?
E os lábios rubros e as doces promessas,
Que me segredam atiçando os sentidos?
E as nádegas, meu amor, firmes, duras, roliças?
E os seios… Incontornável e irresistível chamariz?

Eu queria, só ao meu amor, jurar fidelidade,
Mas se outras espicaçam minha gula, meu sexo e minha vontade,
Como ser, só ao meu amor, fiel,
E ser feliz?

Mas fiel e atento amante sou, à minha maneira,
E a cada um dos meus amores dedico à vez,
Inteira e exclusiva atenção.
Se bem que… Por vezes deitado com a Clara,
Acordo, e dou por mim a pensar na Conceição.
E se digo o nome da Paula à Lisete,
Não é descuido mas simples distracção.
A Paula e a Lisete, têm ambas tatuado,
Na nádega esquerda,
O meu nome dentro de um coração.

Aos amores que tenho, fiel sou.
E todos são distintos, singulares, especiais.
Entre todas, diferentes, elas se julgam,
E eu as digo, e acreditam, únicas, entre as demais.

Ah... O prazer de fazer amor com uma, pensando noutra...
Antecipando da próxima, os truques, os prazeres, as fantasias…
Os movimentos únicos, peculiares, originais...

É a infidelidade que mantém, pelo meu amor, acesa a chama.
É a infidelidade que forte e prolongado, mantém o meu tesão.
Que é fiel a todas elas, e eterno enquanto dura,
Quer se chame ela Clara, Lisete, Maria, Paula ou Conceição.


(08/2006)
(by Encandescente)
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enviada por nandaevc






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